Monday, July 4, 2011

Conto - Oral escondido

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Lembro principalmente do sorriso de dentes perfeitos e da boca. Uma boca imensa, linda, de lábios carnudos, capaz de me engolir inteiro, como poucas outras haviam conseguido.
Conscientemente ou não, ela usava com maestria o que possuí­a de mais belo. Usava a boca com gosto e por gosto.
Quase sempre acontecia as escondidas, na minha sala de trabalho, porta trancada ao final do expediente. Ela sentada, eu em pé ao seu lado. Deixava que ela fizesse. Um ritual que, por mais que se repetisse, era sempre surpreendente.
Primeiro ela segurava por sobre a calça, apertava, massageava, olhando nos meus olhos provocativamente. Em seguida, ainda sem tirá-lo para fora, beijava e arranhava com os dentes. Somente quando o percebia completamente teso, abria o zí­per e, com alguma dificuldade, me libertava. O pau saltava, agressivo, a glande arroxeada e brilhante, pulsando, querendo. Ela então o segurava, conferia detalhes, cheirava, adiando meu suplí­cio. Depois, envolvia a glande com aqueles lábios e í­a, bem devagar mas firmemente, engolindo, engolindo, até o pau sumir inteiro em sua boca.
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Ela fazia de um jeito… a boca parecia um túnel macio, quente e molhado. No mesmo rí­tmo, fazia o pau ir saí­ndo, com barulhinhos de coisa melada, até quase escapar da boca, para, logo em seguida, engolir tudo novamente.

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Quando pressentia meu gozo chegando, mantinha o pau inteiro na boca, a glande tocando o fundo da garganta, e sugava, sugava, olhos esgazeados, em transe, até o último jato, até a última gota. Por fim, lábios molhados de mim, segurando o pau como um troféu, uma caça recém-abatida, dava aquele sorriso lindo e largo que, até hoje, guardo comigo.